Você está voltando de carro de uma amistosa reunião com os amigos em plena madrugada e é pego em uma blitz ou parado por um policial prestes a lhe exigir um teste bafômetro. E agora José?
Sabemos que nossos leitores e leitoras são pessoas responsáveis, de inestimável moral e bons costumes e que jamais digiriam após beber cervejas, cachaça ou gasolina. Embora o teste não seja temido pelo resultado, sabemos o quão constragedor é fazer um teste de bafômetro.
Para os homens o teste do bafômetro põe em cheque a sua masculidade diante da semelhança com determinado ato sexual. Por outro lado, as mulheres também sentem sua dignidade mais íntima abalada, já que sua moral é ultrajada na mentes alheias porcas e oportunistas diante do sopro inocente de uma inocente em um mero pedaço de plástico.
Mas afinal de contas, como se livrar do teste de bafômetro? Agora é a hora da calma, frieza e simpatia, e também , é claro, de um exemplar da nossa querida Constituição Federal. A solução é simples, um diálogo compreensivo com a autoridade policial:
- Estimado e querido Policial guardião da paz noturna, é com muito pesar que informo que não poderei fazer o teste de bafômetro solicitado pelo senhor, já que a lei maior do nosso Estado me assegura o direito de não produzir prova contra a minha educada, calma e racional pessoa. É o que senhor pode deduzir do art.5º inc. LXIII da Constituição Federal, que lhe cedo neste momento como ato da minha imensa solidariedade. Aproveito o ensejo para lhe informar que estou perfeitamente bem e que não necessito de qualquer serviços hospitalares e policiais. Boa noite!
Após ouvir isto, certamente, o policial deixará o condutor prosseguir em sua via sacra rumo ao sono dos justos. Entretanto, considere a possibilidade de ser colocado em um pau de arara para ser espancado e compreender que o bom humor não é uma qualidade estimulada na polícia.





