O sonho do concurso público
Do questionamento – As vezes me pergunto, se todos querem passar num concurso público e trabalhar para o Estado, quem irá sustentar este país?
Do sonho dourado – A onda do concurso público cresce exponencialmente, tanto que é chamada de indústria do concurso público. A razão para idolatria do emprego público é explicada pelo famigerado Brazilian Life Style, ou seja, a combinação de pouco trabalho, muitas garantias e estabilidade.

Da utopia - Talvez a sociedade devesse banir esse monstro cruel e sanguinário chamado capitalismo, talvez devêssemos todos ser funcionários públicos trabalhando por seis horas diárias para ganhar 20 mil reais mensais. Não há dúvida que o mundo seria melhor.
Do direito ao comodismo - Quem assim pensa não pode ser condenado, até porque há pessoas que nasceram apenas para passar pela vida e há outras que nasceram para construir verdadeiros impérios. Imagine Henry Ford ou até o exemplo local Silvio Santos ganhando um salário fácil, numa carreira estável e confortável e ambos se sentindo o máximo por isto. Muito mais proveitoso, não?
Da ilusão e fantasia – Há quem consiga fazer diferença na vida sendo um funcionário público, nem sempre o marasmo, comodismo e estabilidade são capazes de engessar alguém. Entretanto, o que parece pesar sempre é um fator que se busca o tempo todo na iniciativa privada e que anda esquecido no serviço público, o resultado, o ganho, a evolução.
Da realidade eficiente – Se o trabalhador não alcança os resultados que a empresa espera, a demissão será certa. Se trabalhador alcança o resultado esperado pela empresa, mas com altos custos, a demissão também será certa. Nada disso ocorre no serviço público, por mais que tentem implementar sistemas de avaliação e incentivo ao alcance de resultados, a iniciativa privada sempre terá melhores resultados.
Do pão nosso de cada dia – A prova maior disso tudo é que a iniciativa privada não só se sustenta, mas também sustenta o próprio Estado através de tributos em patamares elevadíssimos. Ou seja, a sobrevivência empresarial depende de resultados espetaculares.
Diante dessa realidade, o brasileiro pensa (ao menos nessa hora ele pensa):
- “Porque vou sustentar esse vagabundo chamado Estado, se é ele que pode fazer isto por mim. ?”
E aí, vamos todos assar e saborear nossa galinha dos ovos de ouro?







